Análises, notícias e guias sobre mercado imobiliário, financiamento e documentação — para incorporadoras e compradores.
Enquanto o empreendimento tem uma só matrícula-mãe, as unidades não existem juridicamente — e não se vendem, registram ou financiam. Entenda a individualização, a etapa registral que destrava a entrega.
A matrícula é o ponto de partida da compra segura — não a linha de chegada. Veja o que mais verificar antes de pagar: cadeia dominial, dívidas do vendedor, débitos que grudam no imóvel e a regularidade da construção.
No financiamento com alienação fiduciária, o contrato do banco já tem força de escritura e vai direto para o registro. Entenda por que não há uma escritura à parte — e o que, de fato, te torna dono.
Com o juro alto, a conta de comprar vai muito além da parcela. Veja a partir de quantos anos a compra começa a valer a pena — e por que esperar a Selic cair pode não compensar.
O CNJ revogou a exigência de quitar o ITCMD antes de lavrar a escritura de inventário. Mas a escritura destrava — o registro do imóvel, não — e as Fazendas de SP e RJ já contestaram.
A certidão de matrícula atualizada mostra quem é o dono, os ônus e as penhoras do imóvel — e é o que separa a compra segura da fraude. Veja o que ela revela e por que conferir antes de pagar.
Com a Selic a 14%, o brasileiro voltou a comprar para morar (78%) e recuou como investidor (22%). Entenda as duas lógicas — e o que garante que o imóvel é seu nos dois casos.
O contrato que você assinou não é a escritura, e nenhum dos dois prova que o imóvel é seu. Quem prova é a matrícula. Entenda os três documentos que quase todo comprador confunde.
O valor anunciado não é o que você paga. Em cima dele vêm ITBI, escritura e registro — e a mesma compra pode custar mais de 20 vezes mais em um estado do que em outro.
Não existe pontuação mínima obrigatória: a aprovação é sempre decisão do banco. Mas, segundo a Serasa, um score acima de 700 indica baixo risco e melhora as chances de aprovação, os juros e o prazo. Veja como o score é calculado e como subir a pontuação antes de pedir o crédito.
Sim, e é mais comum do que parece: quando o condomínio nunca foi devidamente instituído e registrado, a matrícula não recebe a venda. Entenda o que trava, o caso de Vitória e como identificar o problema.
A garantia que domina o crédito imobiliário fica em nome do credor até a quitação — e cruza com quem compra na planta em dois momentos. Entenda cada um.
Habite-se, matrícula individualizada e inscrição municipal: sem os três, o comprador não registra, o banco não libera o financiamento e a venda da incorporadora trava. Entenda o que cada um destrava — e por que a lei responsabiliza a incorporadora pela demora.
O Registro de Imóveis do Brasil lançou a Pesquisa Nacional de Bens: você informa um CPF ou CNPJ e o sistema varre os cartórios de todo o país atrás das matrículas ligadas àquela pessoa.
Depende do valor e de como você paga. A lei só exige escritura pública acima de 30 salários mínimos (R$ 48.630 em 2026); abaixo disso, ou no financiamento, um contrato particular pode bastar. Mas o registro é sempre obrigatório.
O contrato de gaveta é o jeito mais barato — e mais arriscado — de comprar um imóvel. Sem registro na matrícula, quem paga não vira dono. Veja os riscos reais e os três caminhos para regularizar.
Pagar, ter a escritura e morar no imóvel não te faz dono. Pela lei, só o registro na matrícula transfere a propriedade — e quem não registra pode perder tudo.
Assinar a escritura e pagar o ITBI não te faz dono do imóvel — só o registro faz. Entenda o que é cada um, onde se faz e em que ordem.
Não. A lei permite o instrumento particular com força de escritura — mas há um passo que continua obrigatório e é onde a maioria se confunde: o registro.
A partir de 3 de agosto de 2026, notas fiscais eletrônicas sem os campos de IBS e CBS passam a ser rejeitadas. Mas o prazo que decide quanto a incorporadora vai pagar de imposto é outro: 31 de dezembro.
Um estudo comparou os dois sistemas. O brasileiro emite a certidão de um imóvel em 2 horas; o americano leva até 19 dias — e cobra dez vezes mais.
Foram 185.861 escrituras de doação de imóvel em 2025, o maior número já registrado. A pressa tem explicação — e um prazo real, que vence bem antes de dezembro.